Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

We're back..

Depois de um, mais ou menos longo, período de ausência em que tive que me dedicar a algum trabalho de campo por terras espanholas, eis que estou de volta ao trabalho de computador.
Durante este hiato, consegui finalmente resolver a questão do meu orientador e devo dizer que fiquei bem contente com o resultado obtido. Para além disso, como se eu já não tivesse trabalho suficiente, tenho uns amigos que são umas bestas e que sempre que vêem um livro relacionado com o tema da minha tese, lembram-se de me o recomendar pelo que já tenho cerca de 10 novos livros para ler. Obrigadinho sim!!
De toda esta panóplia de obras, que me vão assombrar a existência nos próximos tempos, ainda pensei que pudesse perder alguns dias a escolher qual deles iria ler primeiro mas, depois de dar uma vista de olhos pelos títulos, acabaram-se as duvidas.
Assim, a minha escolha não poderia deixar de ser a obra de Isaiah Berlin intitulada Rousseau e Outros Cinco Inimigos da Liberdade no qual, segundo a contra-capa, "Berlin demonstra que uma compreensão equilibrada e uma defesa inabalável da liberdade humana estão dependentes de aprendermos tanto com os erros dos pretensos defensores da liberdade como com as visões sombrias dos seus inimigos declarados."
Agora, se me permitem, vou testemunhar a tareia que o Sr. Berlin vai dar em tipos como Fichte, Hegel, Saint-Simon, Helvétius e Maistre...

Bom dia...



Post escrito ao som de Does It Offend You, Yeah - Battle Royale

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

La Question du Jour

Quem melhor que eu para gastar o meu próprio dinheiro?
(ordenar por ordem de preferência)

a) O Estado;

b) O meu amigo Fred (nome fictício);

c) O meu cão;

d) Bizarro-eu (i.e. o meu eu alternativo).


Minha resposta: d;c;b;a.

É tudo...

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

A bem do pluralismo...

Só para não dizerem que não há pluralismo no blog, aqui têm a unica esquerda que se aproveita...



A prova de que os gajos de esquerda são uns abusadores (ou que eu não percebo nada disto) é que o video tapa-me o blog todo....

Domingo, 14 de Junho de 2009

Ainda sobre o Financiamento Partidário...

Ainda sobre o assunto do post anterior aconselha-se a leitura dos seguintes links (leiam vocês que eu não posso..... faz-me mal aos triglicerídeos):



Nota sem sentido: Haja festa para a malta se esquecer de tudo o que a aflige. O mundo todo nos Santos Populares, tranquilo e feliz... já dizia o outro: "Ad populum panis et circensis"... ou no caso "jola e circo"...
A BICA É LINDA!!

Sábado, 13 de Junho de 2009

Cristiano Ronaldo 93 Milhões de Euros, Democracia 116 Milhões de Euros

Hoje acordei, ressacado, depois da noite dos Santos Populares (festa cujo fascínio me escapa). Já não acordei na melhor disposição possível e, só para ajudar, enquanto passeava pelos jornais online deparei-me com um artigo que tratava de um assunto contra o qual já tenho falado (no café) várias vezes. O artigo em questão é este http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1261260 e o assunto prende-se com o custo da democracia, nomeadamente, com as subvenções públicas às campanhas eleitorais e as subvenções anuais atribuidas aos partidos. Tudo isto pago com dinheiros públicos o que é mesmo que dizer, pago por todos nós.
O Real Madrid comprou o Cristiano Ronaldo por 94Milhões de Euros mas estima reaver esse montante no prazo de um ano. Eu pergunto:
E nós, quando vamos reaver o dinheiro investido nas eleições e nos partidos?
Quando o nosso partido ganhar e for governo, temos algum retorno?
Então e se não formos de nenhum partido e nem simpatizarmos com nenhum, podemos não pagar?
Então, eu ando a pagar do meu dinheiro para o Bloco eleger 3 eurodeputados?
Isto para mim não faz nenhum sentido.
Mas haja algo que nos alegre. Apesar dos "ambientes crispados", dos ataques pessoais e políticos, das pequenas e médias empresas que são maltratadas, do agricultores que são "roubados", dos operários no desemprego, do "ricos que ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres", a verdade é que apesar de tudo isto, os nosso partidos conseguem convergir e chegar a consenso em questões que são fundamentais para o bem estar da população. Já em 2003, foi aprovada uma nova lei de financiamento dos partidos que apostava forte no financiamento público em detrimento dos donativos privados, e agora em 2009, todos os partidos no parlamento aprovaram por unanimidade uma nova lei do financiamento partidário com o objectivo de aumentar os valores estabelecidos na anterior. Realmente até dá gosto ver os nossos partidos todos de mão dada por causas que valem mesmo a pena.
Valeu-nos, desta vez, o bom senso do Sr. Presidente da República (figura essa cujo o propósito muitas vezes também me escapa) em vetar aquilo que teria sido mais um atentado à democracia e à inteligência de todos nós. Sobre este ponto é interessante a leitura de um texto num blog "amigo e porreiro pá" escrito pelo meu amigo e palhaço Samuel de Paiva Pires.
Acho que não tenho mais nada a dizer e, mesmo que tenha, agora não me apetece.... já estou chateado....



Post escrito ao som de Orgy - All the Same

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Ando todo atacadinho da Europa...

Depois de analisar, com alguma calma, os resultados da eleições europeias em todos os Estados-Membros da União, bem como todo o espectro de partidos que concorreram às mesmas, dei comigo a pensar no seguinte. Ora de facto, como já escrevi, o meu voto não é igual ao voto de um polaco ou de um holandês pelo simples facto de estes países elegerem mais eurodeputados do que Portugal. Dirão, com certeza, que isto deriva de uma proporção relativa ao numero de habitantes de cada Estado e, realmente, tenho essa consciência. No entanto, perdoem-me por achar que, se cerca de 2/3 da legislação que entra em vigor em Portugal provém da EU, então nesse caso o meu voto deveria valer exactamente o mesmo que o dos outros cidadãos europeus, uma vez que todos temos de obedecer da mesma maneira às mesmas directivas. Outra conclusão a que cheguei depois da análise que fiz foi que, sendo eu um rapaz liberal de direita totalmente contra uma ideia de uma Europa Política, como português não tenho nenhuma força política que defenda o mesmo que eu estando, por isso condenado, a votar em branco (legitimando assim os resultados), nulo (o que me dá alguma satisfação pessoal por sempre poder deixar umas frases engraçadas no boletim de voto mas que pouco ou nada muda a situação actual) ou, pura e simplesmente, não ir votar, preferindo um belo dia de praia (o problema com este cenário é que às vezes não está tempo para praia o que é uma grande chatice).

Toda esta conversa para dizer o quê? Para dizer que fiquei profundamente chateado, primeiro, por ver que o meu voto não vale grande coisa comparado com os tais polacos (qualquer dia começam a pensar que tenho algo contra eles) e com outros e, segundo, porque há por aí pela Europa tanto partido que defende ideais com os quais eu concordo e eu não posso votar neles (FORÇA PIRATE PARTY!).

Depois, enquanto continuava a analisar os resultados e as reacções de várias personalidades, um pouco por toda a Europa, ouvi o senhor Graham Watson, líder do grupo Alliance of Liberals and Democrats for Europe a defender algo que, para mim, fez todo o sentido. Dizia o senhor que as eleições europeias não deveriam ser 27 eleições nacionais mas sim um acto eleitoral global a nível europeu. Ora, antes de começarem para aí aos berros (nacionalistas, patrióticos, comunistas, anti-europeístas e amigos) e a reclamar com a minha “incoerência” por ser um assumido anti Europa Política e estar a defender uma solução que mais não é do que uma Europa soberana, acompanhem o meu raciocínio:
A verdade é que por muito que nos custe (a mim e a quem concorda comigo, regra geral, boa gente) um Europa Política é o que já temos. Dizem-nos onde podemos fumar, quanto sal podemos pôr no pão, que colheres temos de usar para mexer a sopa, isto só para dar 3 exemplos. Ora, se isto é uma Europa económica e liberal eu vou ali e já venho (se os senhores da Comissão Europeia deixarem é claro...).A verdade é, também, que a nossa autonomia nacional está, já há muito, comprometida mas a grande maioria não se apercebe. Preferem continuar a viver na ilusão de que ainda somos nós que mandamos em nós quando isso não poderia estar mais longe da verdade. Quem é que decide o que é melhor para Portugal? São os nossos 22 eurodeputados perdidos no meio de um total de 736?!

É por isto que digo, já que estamos condenados a ter que aceitar esta fantochada ao menos que eu possa ter o mesmo peso que um polaco, um inglês ou um holandês quando voto para o Parlamento Europeu e, já agora, que possa votar em quem me apetecer (de todos os partidos candidatos por essa Europa fora) e não tenha que levar sempre com os mesmos marmanjos portuguesinhos, complexados de esquerda, sempre com a “justiça social” na ponta da língua...


Post escrito ao som de Lamb of God - Laid to Rest

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Esta vai para a Secção "No Shit, Sherlock"

Se Portugal elege 22 eurodeputados e, por exemplo, a Polónia elege 50.
Logo, o meu voto não vale o mesmo que o de um polaco.